Devoluções no E-commerce podem custar 30% acima do valor reembolsado, aponta estudo
O crescimento das vendas pela internet tem intensificado a pressão sobre uma área crítica das operações do varejo: os custos associados às devoluções. Segundo estimativas do Global Annual Ecommerce Report, elaborado pela ACI Worldwide, para cada US$ 1 milhão em reembolsos provenientes de devoluções, o custo total para os comerciantes pode acumular até US$ 1,3 milhão.
A análise leva em conta não só o montante devolvido ao cliente, mas também custos relacionados à logística reversa, desvalorização de estoque, reprocessamento, taxas de pagamento que não podem ser recuperadas e prejuízos decorrentes de fraudes e abusos. O estudo examinou bilhões de transações realizadas mundialmente pela empresa durante o ano de 2025.
Conforme Cleber Martins, diretor de Inteligência de Pagamentos e Soluções de Risco da ACI, o tema das devoluções evoluiu de uma questão puramente operacional para um tópico que faz parte da estratégia das empresas, especialmente em setores com margens mais estreitas. Ele destaca que a análise de grandes volumes de dados possibilita reconhecer padrões de conduta, distinguir entre consumidores habituais e aqueles com maior potencial de risco, além de auxiliar na tomada de decisões que minimizem perdas sem prejudicar a experiência de compra.
Fraudes ampliam o impacto
O problema vai além da quantidade de produtos devolvidos. De acordo com um estudo da Appriss Retail em parceria com a Deloitte, os comerciantes enfrentaram perdas de aproximadamente US$ 103 bilhões em 2024 devido a devoluções e fraudes relacionadas. Essa informação evidencia a urgência de implementar um controle mais rigoroso e um acompanhamento dos procedimentos de reembolso.
A importância do assunto aumenta junto com o crescimento do comércio eletrônico. Segundo a ACI, os montantes de pagamentos pela internet cresceram 28,3% em 2025, enquanto o total financeiro das transações teve um aumento de 34,3% nesse mesmo intervalo. Os reembolsos, por sua vez, representaram entre 2,5% e 3% do total de pagamentos ao longo do ano.
A sazonalidade intensifica a pressão. Entre novembro e dezembro, meses tradicionalmente mais fortes para o varejo, concentraram-se cerca de 20% de todos os reembolsos registrados em 2025. Apenas em dezembro, a taxa chegou a 2,89%, acima da média de 2,25% observada entre janeiro e outubro.
Para o executivo, o cenário explica a revisão de políticas de devolução e o investimento crescente em ferramentas de análise em tempo real. A proposta, segundo ele, é equilibrar conveniência e controle, personalizando a jornada para consumidores de baixo risco e adotando critérios mais rigorosos nos casos com maior exposição.
Logística reversa ganha escala
A pressão sobre custos também impulsiona o mercado de logística reversa. Estudo da Grand View Research estima que o setor global, que engloba soluções de gestão de devoluções, triagem, automação e rastreamento, movimentou cerca de US$ 768 bilhões em 2023 e deve crescer a uma taxa média anual próxima de 6% até 2030.
O movimento acompanha a expansão do comércio eletrônico e indica uma tendência de profissionalização dos processos de devolução, com maior uso de tecnologia e análise de dados para reduzir perdas e preservar margens.
Novos canais como Temu e TikTok Shop chegam permitindo vender mais em 2026
Vender mais em 2026 passa por usar bem os novos canais de venda e ter um plano de marketing e vendas claro. Temu e TikTok Shop chegaram para se somar a gigantes como Shopee, Mercado Livre e Amazon, ampliando o leque de oportunidades para pequenos e médios negócios.
O ano será desafiador. Teremos eleições e Copa do Mundo, que dividem a atenção do consumidor, mas também abrem janelas importantes de consumo e com um cliente mais digital e exigente: 75% já compram pelo celular e 14% dizem ser influenciados pela inteligência artificial em suas decisões de compra, de acordo com uma pesquisa recente da Tray. É nesse cenário, com mais canais, competição e tecnologia, que o lojista precisa organizar a casa para crescer.
Planejamento de marketing e vendas: o que precisa estar no papel
Negócios que crescem de forma consistente sabem aonde querem chegar antes de apertar o botão “publicar”. Um bom plano de marketing e vendas para 2026 deve responder, de forma objetiva, a: o que vender e com quais metas de faturamento e margem; se o foco será aumentar ticket médio, recorrência ou abrir novos canais como Temu e TikTok Shop; qual é o perfil atual de cliente e quais novos públicos se deseja atingir; e quanto será investido em marketing por mês e em quais períodos faz sentido acelerar (Dia do Consumidor, Dia das Mães, Black Friday, Copa e calendário próprio da marca).
Com isso definido, o calendário deixa de ser apenas uma lista de datas e vira roteiro: cada ação com objetivo, canal, verba, meta de vendas e margem mínima. Isso evita o cenário comum nas PMEs em que a campanha é lançada só porque “a data chegou”, sem conexão com uma estratégia maior.
Enxergar os marketplaces como laboratórios diferentes
Cada marketplace tem suas regras, público e dinâmica. O que funciona em um pode não performar em outro. Em Temu e Shopee, faz sentido testar produtos de entrada com forte apelo de preço e variedade, participar de campanhas como 11/11 e 12/12 e observar rapidamente quais itens ganham tração.
No TikTok Shop, o jogo é mais visual: produtos que “se explicam” em vídeo curto ou live, com bom storytelling, tendem a performar melhor, especialmente quando há conteúdo recorrente. Já em canais como Mercado Livre, Magalu e Amazon, é necessário estar bem posicionado em buscas amplas e manter nível de serviço alto para preservar reputação.
Para navegar tudo isso, contar com uma plataforma de e-commerce integrada aos marketplaces é decisivo, pois permite acompanhar o desempenho de todos os canais em um único painel, facilitando a comparação de resultados, realocação de esforços e corte de campanhas que não estão performando bem.
Estoque e frete como parte da estratégia
Quando estoque e frete estão alinhados ao plano, cada campanha tem mais chance de ser lucrativa e não apenas “gerar movimento”. O lojista precisa avaliar histórico de vendas, sazonalidade e canais para planejar compras e negociar com fornecedores a fim de evitar falta de produtos, atraso em entregas ou mesmo encalhe.
No frete, o erro clássico é o “frete grátis para tudo”. Em PMEs, isso costuma corroer a margem com rapidez. Hoje a logística é parte da experiência do cliente, e na conclusão da compra contam vários fatores: valor, prazo, rastreio e um bom atendimento, em caso de algum problema com o produto ainda no seu processo de envio ao cliente.
Por isso, em vez de oferecer frete grátis, vale investir em um valor mínimo de pedido para liberar frete promocional, pois isso contribui para o aumento do ticket médio. Também é possível adotar condições diferenciadas por região e canal de venda e utilizar fretes mais agressivos em campanhas de aquisição, compensando depois em recorrência e ticket médio.
Automação e inteligência artificial para destravar tempo
Com mais canais, campanhas e oportunidades, cresce o risco de o lojista ficar preso em tarefas manuais. Automação e inteligência artificial entram para liberar tempo e permitir que a PME pense mais em estratégia.
Com plataformas de e-commerce, é possível centralizar pedidos de marketplaces, social commerce e loja própria em um único painel; integrar com ERPs para sincronizar estoque e financeiro; emitir notas fiscais e etiquetas em lote; recuperar carrinhos abandonados com fluxos automáticos por e-mail e WhatsApp; e usar aplicativos como Enviou ou Sak para monitorar “quase clientes” e disparar mensagens personalizadas.
A IA já está presente tanto no comportamento do consumidor quanto nas ferramentas disponíveis. Ela ajuda a testar variações de anúncios, melhorar descrições de produtos, montar segmentações básicas e entender padrões de abandono de carrinho com base nos dados da própria loja. Quanto mais essas rotinas são automatizadas, mais o empreendedor consegue focar em decisão de portfólio, preço e posicionamento.
Gestão, margem e planejamento como rotina
No fim, tudo volta à gestão. Operar loja própria e grandes marketplaces só faz sentido se o lojista sabe onde ganha e onde perde dinheiro. Alguns indicadores que deveriam entrar na rotina: margem por canal, ticket médio e taxa de recompra, custo por pedido, prazo médio de entrega e o impacto de promoções e políticas de frete no resultado final. É aqui que o planejamento deixa de ser um documento produzido em dezembro e vira processo contínuo: rever mensalmente o que foi feito, comparar com o plano, aprender com erros e acertos e ajustar a rota.
Concluindo, o início de ano traz desafios para quem quer crescer no varejo – segmento dinâmico e sensível às volatilidades da economia. No e-commerce, podemos surfar em previsões promissoras: ultrapassaremos os 100 milhões de compradores online no país, segundo a ABComm, ou seja, há espaço para fazer as vendas crescer. Mas só avança quem planeja com antecedência e adota tecnologias que permitam automações e ganho de tempo para desempenhar estratégias para escalar o negócio.
2026 – A evolução do marketplace! Por que os verticais estão crescendo mais rápido?
Durante anos, o modelo de marketplace generalista dominou o comércio digital. A lógica era simples: quanto mais categorias, mais sellers, mais audiência e, consequentemente, mais escala. Esse modelo foi fundamental para a digitalização do consumo e para a consolidação do e-commerce como o conhecemos hoje. Mas, à medida que o mercado amadurece, uma pergunta começa a ganhar força: em 2026, ainda haverá espaço para marketplaces que tentam ser tudo para todos?
Os números e o comportamento do mercado indicam uma mudança clara de direção. Marketplaces verticais, ou seja, focados em nichos específicos, segmentos bem definidos ou cadeias produtivas especializadas, estão crescendo mais rápido, com margens melhores e maior fidelização. E isso não é coincidência.
Especialização como vantagem competitiva
Esse movimento tem acontecido e ganhado força porque o consumidor mudou (e muito) nos últimos anos, forçando a mudança de postura, entregas, jornada de compras e experiência por parte das grandes plataformas.
Ao fazermos uma análise rápida, o principal ativo dos grandes marketplaces generalistas sempre foi a escala. No entanto, a escala por si só já não garante diferenciação. Em plataformas muito amplas, a competição por preço se intensifica, a experiência do usuário se fragmenta e o valor percebido diminui.
Já os marketplaces verticais constroem relevância. Eles entendem profundamente as dores, as regras, os ciclos de compra e as particularidades de um setor específico. Isso se traduz em curadoria mais eficiente, linguagem adequada, serviços especializados e uma experiência muito mais aderente às expectativas do cliente.
O papel da inteligência e confiança no comércio digital
Em mercados cada vez mais complexos, como o que vivemos atualmente, o consumidor busca mais do que conveniência. Ele busca confiança, e ela nasce da especialização. Por isso que marketplaces verticais se posicionam como autoridade em seus segmentos. Eles conhecem as normas, certificações, padrões técnicos, sazonalidades e riscos envolvidos em cada tipo de compra. Isso reduz incertezas, encurta o ciclo de decisão e aumenta o ticket médio.
Outro fator decisivo é a qualidade da inteligência de mercado gerada. Em plataformas generalistas, os dados são amplos, mas muitas vezes superficiais e raros. Nos verticais, os dados são mais profundos, contextualizados e diretamente conectados à tomada de decisão.
Esse nível de detalhe permite prever demanda com mais precisão, identificar tendências específicas de um setor, apoiar inovação de produtos e oferecer insights estratégicos reais aos sellers e parceiros. Para empresas que operam nesses ecossistemas, essa inteligência é tão valiosa quanto o próprio canal de vendas.
Por fim, falar em “fim” dos marketplaces generalistas talvez seja um exagero. Eles continuarão relevantes, especialmente em compras de conveniência e alto giro. Mas o crescimento acelerado, a inovação e o maior valor estratégico estão migrando para os verticais. Por isso, a máxima de 2026 é entender que, no mundo digital atual, relevância vence volume.
Transformação digital é a principal estratégia de sobrevivência para PMEs
Durante muito tempo, a transformação digital foi tratada como um território exclusivo das grandes corporações. Projetos caros, ciclos longos de implementação e equipes altamente especializadas alimentaram a percepção de que inovar era sinônimo de alto investimento. Essa narrativa, no entanto, já não se sustenta. Em um cenário marcado por mudanças aceleradas, concorrência ampliada e consumidores cada vez mais exigentes, são justamente as pequenas e médias empresas que mais dependem da inovação para manter relevância, competitividade e sustentabilidade.
Por que a inovação digital é estratégica para as PMES
Essa virada acontece porque a transformação digital passou a ocupar um papel estratégico. Não se trata de adotar ferramentas por modismo, mas de repensar a forma como o negócio opera, se comunica e entrega valor ao cliente. Para as PMEs, inovar começa com uma mudança de mentalidade: sair do improviso, abandonar decisões baseadas apenas na intuição e estruturar processos orientados por dados, objetivos claros e foco no cliente. A tecnologia entra como meio, não como fim, e é justamente por isso que um dos maiores equívocos cometidos por pequenas e médias empresas é associar inovação a grandes orçamentos.
Na prática, os ganhos mais relevantes costumam surgir de ações simples e bem direcionadas, como automatizar tarefas operacionais, organizar informações comerciais, acompanhar indicadores de desempenho e melhorar a comunicação com clientes – movimentos capazes de já gerar saltos expressivos de produtividade. Esse impacto não é apenas teórico. Um estudo da McKinsey aponta que empresas que adotam automação em suas operações podem aumentar a produtividade em até 45% ao longo de cinco anos, evidenciando que eficiência está muito mais ligada a decisões estratégicas do que ao tamanho do investimento.
Além disso, ferramentas que antes eram inacessíveis, como CRMs, plataformas de automação de marketing, soluções de análise de dados e aplicações de inteligência artificial, hoje estão ao alcance de negócios de todos os portes, tornando-as mais intuitivas, escaláveis e financeiramente viáveis. A própria adoção da IA pelas PMEs brasileiras reflete esse movimento. Segundo a pesquisa “Futuro das Empresas: o impacto da Inteligência Artificial nas PMEs”, realizada pela HostGator, 61,41% dos empresários brasileiros já utilizam inteligência artificial em suas operações, e 46% afirmam que essa tecnologia faz parte da rotina do negócio. Mais do que uma tendência emergente, a IA já se consolida como uma ferramenta prática de gestão.
Como marketing e digitalização impulsionam crescimento sustentável
O levantamento também revela uma percepção amplamente positiva sobre o impacto da tecnologia. Entre os entrevistados, 68,34% acreditam que a inteligência artificial ajudará as PMEs a crescer e se tornar mais competitivas nos próximos cinco anos, enquanto 91,63% confiam em seu potencial para melhorar a eficiência operacional. Esses dados reforçam que a transformação digital passou a ser um caminho concreto para ganhos de escala, produtividade e tomada de decisão mais qualificada.
No marketing, essa transformação é ainda mais evidente. Estar presente no digital já não é suficiente, porque publicar conteúdos sem estratégia ou investir em mídia sem análise de resultados tende a gerar desperdício de recursos e frustração. A inovação, nesse contexto, passa pelo uso inteligente de dados, pela personalização da comunicação e pela integração entre canais digitais e físicos. Quando o marketing é pensado como parte do modelo de negócio, ele deixa de ser custo e se transforma em alavanca de crescimento.
A automação de processos internos reduz erros, aumenta a velocidade das entregas e libera tempo das equipes para atividades estratégicas, como inovação, relacionamento com clientes e desenvolvimento de novos produtos ou serviços. Ao mesmo tempo, a digitalização favorece uma gestão mais profissional, baseada em métricas claras, indicadores de desempenho e acompanhamento contínuo dos resultados, elementos essenciais para a longevidade das PMEs.
Diante disso, a grande vantagem competitiva das pequenas e médias empresas é a agilidade. Estruturas mais enxutas e menos burocráticas permitem testar soluções, ajustar estratégias e implementar melhorias com rapidez. Quando essa agilidade é combinada com visão estratégica, tecnologia adequada e entendimento profundo do mercado, o potencial de crescimento se multiplica. As PMEs deixam de apenas reagir às mudanças e passam a moldar suas próprias oportunidades.
No fim, transformação digital não é sobre seguir tendências, mas sobre usar a inovação de forma inteligente para gerar valor real. Empresas que compreendem essa lógica deixam de competir apenas por preço e passam a disputar espaço por diferenciação, experiência e relevância. Em um mercado cada vez mais conectado e dinâmico, a inovação deixa de ser uma escolha e se torna a condição para que as PMEs não apenas sobrevivam, mas se destaquem e cresçam de forma consistente.
TikTok assume liderança de downloads no Brasil
O TikTok retomou em novembro a primeira posição no ranking mensal de downloads no Brasil, após dez meses fora do topo. Segundo dados da AppMagic compilados pelo Mobile Time, o app registrou 4,6 milhões de instalações somando Android e iOS, consolidando-se novamente como o mais baixado no país.

A última vez que o TikTok havia ocupado o primeiro lugar foi em janeiro de 2025. Desde então, ChatGPT e Temu se alternaram na liderança, com exceção de outubro, quando o Gemini assumiu o topo. O resultado de novembro marca a recuperação do aplicativo da ByteDance em um cenário cada vez mais competitivo.
Ascensão de Block Blast!, Shein e Seekee
Entre os dez mais instalados, o avanço de Block Blast! chamou atenção. O jogo subiu 21 posições e terminou novembro como o terceiro app mais baixado. Na mesma lista, Shein também teve destaque ao saltar da 16ª para a 8ª colocação, enquanto o buscador com IA Seekee avançou da 17ª para a 10ª.
Na direção oposta, dois jogos que estavam no top 10 em outubro deixaram a lista: Level Devil – not a troll e X-clash Challenger.
Após estrear entre os dez mais baixados no mês anterior, o Perplexity ficou fora do ranking em novembro. Seu volume de instalações caiu 54%, passando de 3,5 milhões em outubro para 1,6 milhão. Com a retração, o app de IA generativa encerrou o mês na 20ª posição no Brasil.
Declaração de Conteúdo Eletrônica passa a valer em abril – Veja o que muda
O prazo de prorrogação da Declaração de Conteúdo Eletrônica (DC-e) concedido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), encerra em menos de um mês e deve alterar a rotina do comércio eletrônico. O documento digital substitui a antiga declaração em papel e amplia o controle do Fisco sobre operações não comerciais realizadas por pessoas físicas e empresas não contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS.

Anunciada em 22 de setembro de 2025, a mudança foi prorrogada para 06 de abril de 2026. O prazo anterior era 1º de outubro de 2025. A prorrogação dá fôlego para que lojistas, transportadoras e desenvolvedores de sistemas adaptem seus processos.
Nelson Beltrame, professor da FIA Business School, recomenda que os lojistas organizem suas bases de dados de forma que possam agilmente emitir este documento que será obrigatório a partir do início de abril. A dica é “desenvolver arquivos contendo a descrição dos produtos a serem remetidos e seus respectivos NCMs (Norma Comum do Mercosul)”, ressalta.
O que muda na prática
A DC-e é um documento 100% eletrônico e deve ser emitida antes do início do transporte, sempre que a mercadoria for enviada pelos Correios ou por outras transportadoras e não houver exigência de nota fiscal eletrônica, a NF-e, ou nota fiscal de serviços eletrônica, a NFS-e.
A emissão pode ser feita por aplicativo do Fisco, sistemas próprios, marketplaces ou pelas próprias transportadoras. Depois de autorizada, a DC-e não pode ser alterada. Se houver erro, o cancelamento precisa ocorrer dentro do prazo previsto na regulamentação.
Com o novo modelo, o Fisco passa a acompanhar as movimentações em tempo real, o que aumenta a rastreabilidade e reduz brechas para irregularidades em operações sem nota fiscal.
A Declaração Auxiliar de Conteúdo Eletrônica, a DACE, funciona apenas como apoio. Ela pode ser apresentada em formato impresso ou digital durante fiscalizações em trânsito, mas não substitui a DC-e.
Impacto para PMEs e vendedores ocasionais
A obrigatoriedade vale para pessoas físicas e pessoas jurídicas não contribuintes do ICMS que realizam transporte de mercadorias sem documento fiscal. Não podem emitir DC-e empresas que atuam de forma habitual ou em volume que caracterize atividade comercial sujeita ao imposto estadual.
Segundo ele, o efeito tende a ser mais sentido pelas pequenas e médias empresas. “em termos práticos obrigará as PMEs a desenvolver um controle mais formal sobre suas operações. Até então as mesmas poderiam operar com controles manuais e que agora necessitarão de um maior rigor no tocante a seu conteúdo.”
Antes da DC-e, comerciantes podiam circular com mercadorias com menor nível de registro contábil. A partir da vigência da regra, esse cenário muda. “A principal diferença que isto trará para os negócios será um maior nível de controle e formalização de seus atos e ações”, finaliza.
Impressão automática de etiqueta logística
É possível fazer a impressão automática de etiquetas logísticas no Bling em um clique!
Você pode imprimir o DANFE Simplificado e a etiqueta de transporte unificada, ou apenas a impressão da etiqueta de transporte na impressora configurada.
Para isso, será utilizado o programa QZ Tray, responsável por fazer a comunicação com as impressoras no formato ZPL e PDF.
Para realizar a conexão do Bling com QZ Tray, é necessário ter o Java instalado em seu computador.
ATENÇÃO
O Bling não possui nenhuma configuração de impressora.
A configuração do tamanho do papel, dimensões, entre outras opções, devem ser realizadas diretamente em seu computador, no driver da impressora.
Em caso de dúvidas, procure um especialista para lhe ajudar nesta configuração.
Como instalar o programa Qz Tray
- Clique aqui para iniciar o download do programa
- Na primeira etapa da instalação, clique em ‘Next‘
- Em seguida, escolha o caminho de destino onde o Qz Tray será instalado
Recomendamos não alterar o destino selecionado
- Em seguida, clique em ‘Install‘
- Assim que o download for concluído, clique em ‘Close‘
O programa será aberto, e ficará visível na barra de tarefas do windows.
Localize-o, e clique sobre ele com o botão direito do mouse.
Em seguida, habilite a opção de inicialização automática.
Assim que o seu computador for ligado, o programa será executado.
Configurar Qz Tray no Bling
Acesse o ícone do perfil da sua empresa e clique em ‘Todas as configurações > Logística > Configurações de Logísticas‘.
Em seguida, clique no menu ‘Configurações de impressão automática‘.
Para iniciar o download, clique em ‘Qz Tray‘.
Clique aqui e veja como configurar o programa no seu computador
Definir impressoras específicas para cada usuário do sistema
Habilitando a opção ‘Imprimir direto pelo Bling‘, o Bling buscará as impressoras instaladas no computador.
Caso você possua impressoras instaladas em outro computador, deverá repetir esse processo para cada computador.
Caso a quantidade incorreta de impressoras for detectada, clique em ‘Atualizar listagem‘.
Nenhuma impressora detectada
Após detectar corretamente, você deve vincular cada uma ao usuário que utilizará a impressora, isso facilita a organização da expedição de seus produtos.
Esse processo deve ser realizado pelo usuário administrador do sistema.
À esquerda, serão listados todos os usuários cadastrados no sistema, incluindo o administrador e à direita a impressora que está associada ao usuário, o botão ‘Testar conexão‘ está disponível somente para o administrador.
Após associar as impressoras aos usuários, eles poderão gerar etiquetas somente para a impressora vinculada.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
- Quando há apenas uma impressora conectada ao computador, ela será definida como padrão para todos os usuários.
- Para não permitir que um usuário realize impressões automáticas, o usuário administrador deve selecionar a opção ‘Nenhuma‘ no campo ‘Impressora‘ do usuário desejado.
- Se o usuário padrão deseja utilizar outra impressora instalada em seu sistema, é necessário que o administrador realize o login no sistema, faça uma nova busca de impressoras instaladas e vincule a impressora ao usuário.
- Para alterar a impressora de um usuário, é necessário que o Bling seja acessado pelo administrador através do computador onde a impressora está instalada, caso o administrador tente alterar por um computador diferente, o campo ficará bloqueado para edição.
Para o usuário que não é administrador, a tela de configuração exibirá a impressora que ele possui permissão para realizar impressão e o botão ‘Testar conexão‘.
Menus onde é possível imprimir DANFE Simplificado + Etiqueta de transporte
ou apenas a Etiqueta de transporte
- Vendas > Notas Fiscais de Saída
- Vendas > Checkout de pedidos
- Vendas > Vendas (apenas etiqueta de transporte)
- Vendas > Objetos de postagem (apenas etiqueta de transporte)
Impressão a partir do menu ‘Notas fiscais de saída’
No menu Vendas > Notas fiscais de saída:
- Selecione a nota fiscal
- No canto direito da tela, clique apenas em ‘Etiqueta de transporte‘ ou ‘DANFE Simplificado + Etiqueta de transporte‘
Duas caixas de diálogos do Qz Tray aparecerá.
Em ambas, clique em ‘Allow‘ para conectar com a impressora.
Caso não apareça nenhuma caixa de diálogo, significa que o Bling não conseguiu se conectar ao Qz Tray.
Em caso de sucesso na impressão, será mostrado na lista de impressões geradas os arquivos enviados para a impressora. Caso ocorra alguma falha nesse processo, significa que o Bling não conseguiu comunicação com a impressora configurada.
Impressão a partir do ‘Checkout de pedidos’
Na tela do checkout:
- Finalize a inserção dos itens no checkout
Veja como utilizar o checkout de pedidos de venda
- No canto direito da tela, clique no ícone da impressora
- Depois clique sobre a opção ‘Imprimir etiqueta de transporte‘ apenas, ou ‘Imprimir Danfe + etiqueta de transporte‘ unificada
Veja como automatizar as operações do Checkout
Impressão apenas da etiqueta a partir de ‘Vendas’
No menu Vendas > Pedidos de venda:
- Abra o menu de três pontos à frente da venda
- Clique em ‘Imprimir etiqueta de envio‘
Impressão apenas da etiqueta a partir de ‘Objetos de postagem’
Ao finalizar a geração da remessa:
- Informe a logística no topo da tela
- Selecione os objetos que deseja imprimir
- Depois clique sobre a opção ‘Imprimir etiquetas‘ ou clique individualmente no ícone da impressora à frente do objeto
Como vender no TikTok Shop
Solução de e-commerce, focada em vídeos interativos e transmissões ao vivo, aparece no próprio feed da plataforma, com uma tag que redireciona para o link do produto.
Vender produtos em vídeos interativos e transmissões ao vivo diretamente pela rede social. Essa é a proposta do TikTok Shop, nova funcionalidade de e-commerce lançada no Brasil nesta quinta-feira (8/5), que busca facilitar a jornada do consumidor e transformar as vendas de marcas, empreendedores e criadores de conteúdo.
A solução aparece no próprio feed da plataforma, com uma tag que redireciona para o link do produto. Também existe uma vitrine e a aba da loja, onde marcas e criadores podem organizar coleções de produtos personalizadas.
Confira o passo a passo para vender no TikTok Shop:
- Crie uma conta profissional e conecte sua loja por meio do TikTok Shop Seller Center para dar início à produção de vídeos e transmissões que promovam os produtos;
- Forneça documentos para verificar sua empresa e as informações bancárias do negócio;
- Informe um número de telefone e endereço de e-mail válidos;
- Escolha o país e o tipo de empresa para a qual vai configurar uma loja, ou se vai vender usando seu próprio nome como pessoa física;
- Informe o nome jurídico e o número de identificação de empregador (EIN) caso a loja seja criada para uma empresa;
- Configure o endereço de depósito ou retirada da loja, incluindo a identificação do endereço físico, nome de uma pessoa para contato de preferência, CEP, número de telefone e endereço de devolução para loja;
- Aceite os termos e as condições da plataforma;
- Clique em “iniciar sua empresa”.
MARKETPLACE X E-COMMERCE
Marketplace x E-commerce: entenda as diferenças entre esses modelos de negócios online
As lojas online abrangem todos os mercados possíveis: esportivo, cosmético, eletrônico, de confecção, entre outros. Grandes empresas têm seu comércio digital, mas nem sempre em modalidades únicas. E-commerce ou marketplace: qual modelo de negócio é a melhor alternativa?
O crescimento do hábito de fazer compras na internet não é nenhuma novidade. A desconfiança do passado já não existe mais e o momento é de uma aceitação natural.
A prova disso está nos números: de 2017 a 2018, as compras online no Brasil somaram R$ 166,2 bilhões. Todo esse dinheiro foi gasto, basicamente, entre plataformas de marketplace e e-commerce. Poucos sabem, mas há diferenças entre esses dois modelos de negócio!
A tradicional loja online tem passado por mudanças, muito por conta da busca da redução dos processos logísticos, o que também gera menos custo.
Há ainda a intenção de atrair públicos cada vez mais amplos, o que demanda uma adaptação na forma de expor produtos online. São essas características que impactam diretamente na decisão entre um marketplace ou um e-commerce.
Neste post, você entenderá melhor qual é a diferença entre esses dois tipos de comércio online. Entenda o funcionamento de cada um deles, quais são suas características e veja as principais diferenças!
Qual a diferença entre marketplace e e-commerce?
Você com certeza já leu ou ouviu falar nos dois termos: marketplace e e-commerce. Talvez, também tenha pensado que ambos são iguais, mas não é exatamente assim.
Na prática, os dois modelos de plataforma são lojas online tradicionais. As marcas vendem os produtos por lá, sem nenhuma diferença. O que acontece é que o modo de funcionamento é bem diferente, só que nem sempre isso impacta o consumidor.
O e-commerce
O e-commerce é uma loja online tradicional em que a marca vende seus produtos, cuidando de todo o processo, desde a compra até a entrega.
Naturalmente, nesse processo, pode haver a terceirização de algum serviço, mas a certeza é de que o produto adquirido vem diretamente dessa empresa. A marca só vende ao consumidor o que ela tem em seu estoque próprio e que faz parte de seu rol de produtos.
O marketplace
No modelo de marketplace, isso funciona de forma diferente. São plataformas online que reúnem produtos de diversas lojas, oferecendo uma gama muito mais ampla de itens.
O consumidor compra da marca que é dona do varejo digital, ou seja, daquele site, porém, os produtos são de outras marcas. Em outras palavras, o marketplace é como se fosse uma grande vitrine em que diversas empresas expõem seus itens.
Além dessas duas diferenças mais básicas, que se referem justamente ao modelo de negócio, essas plataformas de varejo têm um modo de funcionamento único.
Isso também impacta uma série de outras questões, como o investimento e a operação logística. São questões muito importantes e que devem ser conhecidas a fundo, seja por gerentes e empresários, seja pelo consumidor. Saiba mais logo abaixo!
Quais são as principais características de cada plataforma?
Marketplace e e-commerce não chegam a travar um duelo pelo melhor modelo de negócio, pois têm diferentes propostas.
De qualquer forma, é bom observar como os dois modelos conduzem suas atividades e como é o funcionamento da loja virtual em cada um deles. As diferenças ajudam no entendimento das escolhas de uma marca, e isso pode despertar bom insights para quem tem o próprio negócio.
O investimento
Manter um e-commerce próprio requer investimentos, independentemente da amplitude da oferta dos seus produtos. Ainda que sua loja seja pequena, alguns custos são básicos, como a própria aquisição da mercadoria, quando você é um revendedor.
No e-commerce, é preciso investir mais: mão de obra, locais para armazenamento, provedores logísticos de entrega e uma série de outros detalhes, como um servidor dedicado para loja virtual.
O marketplace dispensa todos esses gastos. Basicamente, o único trabalho se refere a como criar um site e mantê-lo ativo, e gerenciar as operações. O número de colaboradores envolvidos é muito menor, além de não haver a necessidade de armazenar produtos.
Tendo isso em vista, o marketplace é apenas um ambiente que conecta lojas aos clientes. Ele só repassa a informação de compra, enquanto a marca faz o envio direto ao comprador.
A operação logística
Manter uma loja online também demanda operações logísticas básicas, como o armazenamento, a separação, o preparo e o envio das mercadorias. Além disso, a gestão do estoque é outro trabalho importante que evita problemas com o consumidor.
Tudo isso é comum à realidade do e-commerce, sendo apenas parte do trabalho, mas que requer despesas e uma organização operacional para que tudo saia como o planejado.
Por apenas expor os produtos, o marketplace não tem no seu trabalho nenhuma etapa de logística. Ele apenas registra as vendas, repassa os valores às marcas parceiras e recolhe a sua parte no negócio. O envolvimento é muito menor e dispensa totalmente a operação logística. Isso representa uma economia significativa.
A forma de pagamento
Há poucas diferenças entre marketplace e e-commerce nesse quesito. As lojas online tradicionais oferecem uma ampla seleção de formas de pagamento: cartão de crédito, transferência bancária, boleto ou por meio de plataformas intermediadoras.
Em qualquer uma dessas alternativas, o usuário está em total segurança, naturalmente, desde que o e-commerce em questão seja confiável.
Quanto ao marketplace, as formas de pagamento podem variar. Alguns fazem do modo tradicional, disponibilizando o checkout direto em seu site e se responsabilizando diretamente por cada compra.
No entanto, há alguns sites que optam pelo redirecionamento. Nesses casos, eles apenas expõem o produto e, na hora de fechar a compra, o consumidor é levado ao site da marca. Essa prática do marketplace pode ter dois desdobramentos.
O primeiro é a desistência da compra quando há o redirecionamento, uma vez que o usuário percebe que não é aquela empresa que vende o produto diretamente.
Outra questão é um possível problema com o envio da mercadoria, quando a compra é fechada no marketplace. Isso pode gerar dor de cabeça, já que o consumidor vai buscar uma solução junto a esse intermediador.
O alcance do público
Empresas têm seu próprio público-alvo e persona e é para quem seus produtos são vendidos. Ainda que a seleção de itens seja pequena, aquele é o seu nicho e o entendimento é na direção de ser fiel àquilo. Os e-commerces funcionam assim, sempre seguindo a proposta da marca.
Se uma empresa é especialista em produtos esportivos, jamais produzirá ou disponibilizará no seu site um sapato social, por exemplo.
Já o marketplace tem uma atuação naturalmente mais ampla. É comum que eles não se prendam a um mercado específico, e isso gera muito mais alcance, ainda que não gere engajamento e fidelização.
Usuários que chegam ao marketplace, geralmente, vêm de buscas por produtos na Web. Não necessariamente, retornarão àquele site no futuro. No e-commerce, por ter um direcionamento específico, o retorno tem muito mais chances de ocorrer.
A competitividade no mercado
Marketplace e e-commerce também precisam lidar com seus concorrentes de maneira diferente.
As lojas online tradicionais são focadas em seu nicho de mercado e, dessa forma, competem apenas com as outras empresas do mesmo segmento. Se o seu setor é o de eletrônicos, sua preocupação em relação ao mercado será com os outros e-commerces do setor. A competitividade é mais controlada!
Já os marketplaces precisam lidar com todos os mercados, inclusive, com os e-commerces como seus concorrentes. Nesse tipo de plataforma, quase tudo é vendido pelos varejistas.
Assim, além de estarem inclusas em um mercado de marketplaces, essas empresas também têm como concorrentes qualquer outra loja online que venda a mesma categoria de produtos.
A lucratividade
Independentemente do tipo de negócio online, marketplace e e-commerce podem ser muito vantajosos, cada um em sua especialidade ou amplitude.
Atualmente, 7 a cada 10 brasileiros compram na internet, e isso representa todos os tipos de produtos que se possa imaginar. Naturalmente, uma loja, e-commerce ou marketplace tem a sua fatia desse bolo!
É possível avaliar o fator lucratividade por duas visões, considerando esses modelos de plataforma.
Enquanto os e-commerces faturam por oferecerem produtos específicos de valor agregado a um nicho, o marketplace ganha em volume, com pequenos percentuais de uma grande quantidade de vendas realizadas, em uma seleção enorme de itens. Difícil avaliar qual lucra mais, certo?
Como saber qual escolher para o seu negócio?
Nem sempre é fácil decidir por qual caminho seguir. A escolha entre e-commerce e marketplace deve seguir sempre alguns fatores já determinados previamente.
Diferentes empresas estão mais propícias a adotar um modelo de marketplace, por exemplo. Isso acontece com grandes varejistas, como é o caso da Walmart e das Lojas Americanas, duas gigantes que adotaram esse modelo.
Nesses casos, as duas gigantes do varejo têm uma ampla atuação e faturam muito com suas lojas físicas. Logicamente, ter um e-commerce seria uma oportunidade a mais de lucros.
No entanto, o custo operacional e logístico poderia ser alto demais, então, por terem um nicho mais amplo, optaram pelo marketplace. Assim, elas conseguem ter ganhos muito mais líquidos. Quem tem um público-alvo mais específico deve saber aproveitar isso.
Os e-commerces são os espaços de contato na Web, em que produtos dessa linha de interesse são vendidos. Esse é um canal de vendas direto e, para muitas marcas, é o único. Mesmo com os custos operacionais e logísticos, ter a exposição na internet é indispensável e muito valiosa quando o assunto é empreendedorismo digital.
A decisão deve partir, primeiramente, do entendimento do seu tipo de negócio, considerando se ele atende a um mercado amplo, ou um mais específico.
A partir disso, avalie os custos que cada atividade gera e a viabilidade de cada uma, para tomar a decisão mais adequada. Não existe aquela que é certa, pois é importante entender cada atividade empresarial.
Marketplace e e-commerce têm seus lugares consolidados nesse mercado cada dia mais inserido na transformação digital! Para as empresas, ambas as possibilidades de plataforma são lucrativas e ajudam a tornar a marca mais relevante e, principalmente, referência.
Como vender na SHEIN e ter sucesso nesse gigante do varejo?
Um estudo da plataforma Money.co.uk identificou que a varejista chinesa Shein é, atualmente, a empresa de moda mais popular do mundo, ocupando o primeiro lugar de marca mais procurada em impressionantes 113 países, entre eles Brasil, França, Austrália e Irlanda. Logo, não à toa, em busca de mais faturamento, muita gente hoje quer saber como vender na Shein.
Afinal, a gigante asiática é mais do que um e-commerce, uma vez que funciona também como um marketplace.
Nesse formato de negócio, uma marca varejista abre as portas de seus canais de venda para que outras lojas exponham seus produtos e vendam para consumidores que acessam a plataforma.
Em troca, a cada transação realizada, o vendedor cadastrado paga ao site uma taxa que funciona como uma comissão de venda.
Contudo, qual é o processo para se tornar um vendedor e ganhar dinheiro na Shein?
Essa é uma das perguntas que vamos responder ao longo deste artigo.
Boa leitura!
O que é a Shein?
Fundada em 2008, na China, a Shein é uma empresa de fast fashion bastante conhecida por seu catálogo de roupas com preço acessível. A varejista possui alguns pontos de venda, sendo o principal deles o aplicativo que pode ser baixado em celulares Android e IOS.
Além do app, também é possível fazer compras usando o site e lojas físicas que já estão presentes em algumas partes do mundo, inclusive no Brasil.
Contudo, se você quiser ganhar dinheiro na Shein poderá vender seus produtos apenas nos canais virtuais.
Quer entender como? Então acompanhe o passo a passo de como vender na Shein Brasil, a seguir.
Como vender na Shein? Passo a passo
Para vender na Shein, você deve fazer o auto registro se cadastrando na plataforma, incluindo todos seus dados, enviando seus documentos (como licença comercial e fotos), esperando a aprovação do site e, caso autorizado, já estará liberado para colocar seu catálogo de produtos para venda.
O auto registro é a forma atual de se tornar vendedor da Shein e cadastrar a sua loja na plataforma, sendo possível fazer o cadastro diretamente no site. Atualmente esse processo de auto cadastro é feito para sellers do Estado de São Paulo, mas em breve esse processo passará a outros Estados.
Confira o passo a passo detalhado de como vender na Shein:
#1 Faça o auto cadastro
- Acesse a área de cadastro;
- Clique para fazer o cadastro como vendedor;
- Escolha a natureza do negócio, definindo se fará suas vendas com CNPJ (dados cadastrais de pessoa jurídica) ou CPF (dados cadastrais de pessoas física)
- Comece a preencher todos os dados solicitados no cadastro, como mostra a imagem abaixo.
- O documento com o passo a passo completo está aqui.

#2 Envie os documentos
Para completar seu cadastro, é necessário enviar alguns documentos solicitados pela plataforma, entre eles:
- Arquivo da licença comercial: incluindo o conteúdo completo, em formato JPG, JPEG, PNG ou PDF, tamanho máximo 5MB;
- Foto da carteira de identidade do dono da loja: frente e verso, formato JPG, tamanho máximo 5MB;
- Fotos da loja: podendo ser fachada, escritório, depósito, entre outras opções. Formato de imagem (JPG, JPEG ou PNG)
Tudo isso é solicitado em campo específico, enquanto faz o cadastro como vendedor.
Nessas áreas, você precisa fazer o upload da documentação. Por isso, tenha tudo separado, para agilizar o processo.
#3 Aguarde o retorno da plataforma
Depois de cumprir as etapas acima, aguarde a aprovação da plataforma para cadastrar produtos e vender dentro da Shein.
Assim que o canal aprovar a sua entrada como vendedor, você pode cadastrar as mercadorias e apresentá-las aos consumidores que acessam o canal.
Como vendedor local, seus itens serão apresentados para consumidores com localização no Brasil.
#4 Cadastre os produtos
A aprovação da plataforma é o sinal verde para que você comece a cadastrar as mercadorias que deseja vender.
Essa etapa exige muita atenção, porque as informações que você compartilha são as únicas que seu cliente terá para tomar uma decisão de compra.
Por isso, inclua fotos de qualidade e, se possível, use vídeos para ilustrar o uso dos produtos.
Além disso, dedique-se à criação de descrições completas que destaquem informações como:
- dimensões;
- benefícios;
- usos;
- tamanhos;
- cores;
- o que está incluso na compra;
- matérias-primas dos produtos, por exemplo, madeira, vidro, borracha, plástico, entre outras opções, e mais.
Tenha certeza de incluir todas as informações necessárias para o cliente fazer a compra.
Lembre-se de preencher os campos indicados pela plataforma, dentro da área de cadastro, para que não fiquem em branco e gere dúvidas e inseguranças aos compradores.
O objetivo das descrições é dar segurança ao cliente, uma vez que ele não está visualizando o produto pessoalmente, e precisa imaginá-lo a partir das informações de cadastro.
Tudo isso ajuda a reduzir as objeções e receios na escolha do item a ser adquirido. Logo, contribui para aumentar as suas taxas de conversão.
Em suma, boas descrições, fotos e vídeos tendem a gerar mais vendas, porque geralmente melhoram a experiência do usuário.
Afinal, quem pode vender na Shein?
Você pode vender na Shein como pessoa física ou jurídica. Logo, mesmo que você não tenha um registro como empresa, pode comercializar produtos dentro do canal de vendas.
Contudo, existem outros critérios que precisam ser considerados por quem deseja vender no marketplace da Shein, são eles:
- você deve atuar com os segmentos de moda, utensílios domésticos, decoração e itens para pet (únicas categorias que fazem parte do portfólio do marketplace);
- é necessário que você tenha um faturamento satisfatório para atender aos critérios da marca que usa esse fator de análise na aceitação de vendedores parceiros;
- é preciso que você tenha um alto volume de itens de cada produto comercializado para atender a demanda da plataforma que recebe milhares de acessos todos os dias (sim, o tamanho do seu estoque é um requisito considerado pela Shein para permitir que você exponha seus itens em seus canais).
Tenha atenção especial a esse último tópico. Ele diz que você precisa ter um bom volume de peças em estoque para cada produto vendido.
Logo, não é necessário que você tenha alta variedade de mercadorias, mas sim um bom número de itens dentro de cada produto.
Por exemplo, você não precisa vender camisas azuis, vermelhas, brancas e pretas. Você pode vender apenas camisas pretas, desde que tenha um bom volume delas em estoque.
Em outras palavras, concentre-se em ter itens em quantidade, e não em variedade.
Atenção especial aos preços
Agora, uma dica que não é, necessariamente, uma regra da Shein, mas sim uma boa prática, que você deve considerar: tenha bons preços.
Se você deseja vender na Shein, precisa considerar que sua margem de lucro deve ser um pouco menor do que o mercado brasileiro geralmente permite.
Afinal, uma das grandes razões para o sucesso do canal é, justamente, os preços acessíveis e a variedade dos produtos.
Isso não significa que você não deva considerar a qualidade da mercadoria. Afinal, as avaliações dos clientes também são fundamentais para o seu sucesso comercial.
Quando vender na Shein é uma boa ideia?
De maneira geral, vender na Shein é uma ótima opção, mas é preciso ter em mente que a plataforma não é para pessoas que estão começando, mas sim para quem já tem um negócio validado.
Afinal, como mostramos acima, parte dos critérios da plataforma para aceitar vendedores é o faturamento e a movimentação de vendas, além do volume de mercadorias.
Tudo isso, geralmente, é alcançado por quem já atua no mercado há algum tempo.
Seguindo essa mesma lógica, vale considerar que, mesmo aceitando vendedores que usam o CPF para cadastro, a plataforma prioriza negócios com boa movimentação financeira.
E, na prática, se você tem o perfil que descrevemos acima, é provável que já possua um CNPJ.
Diante de tudo isso, pondere sobre o seu momento como vendedor online e faça a sua escolha para começar suas vendas no canal.
Leia também: Como vender nos Marketplaces? Conheça as regras para anúncio de produtos
Quais são as taxas de vendas na Shein?
A Shein não cobra taxas nem para você se inscrever como vendedor, nem para cadastrar produtos. A única taxa com a qual você precisa lidar é a que incide sobre uma venda. Nesses casos, a comissão é de 10% sobre o valor do produto.
Em relação a esse comissionamento, existe um grande benefício, exclusivo para vendedores com CNPJ: a taxa é de 0% nos primeiros 90 dias desde o registro na plataforma.
Ou seja, durante esse período, todo o faturamento vai direto para a sua conta bancária registrada, não havendo qualquer pagamento à Shein.
Esse é um bom impulso para quem está começando, não é mesmo? Então aproveite!
Vantagens de vender na Shein
Os 90 dias sem taxa não são a única vantagem de vender na Shein. Além disso, o canal oferece outros benefícios para quem investe no varejo online, como:
- alta visibilidade, ao colocar seu produtos em uma plataforma de venda com milhares de visitas diárias;
- o pagamento do que foi vendido é super-rápido, feito semanalmente, o que facilita a gestão o capital de giro;
- disponibilização do time de gerentes de relacionamento e suporte exclusivo para solicitar as dúvidas dos lojistas;
- campanhas exclusivas das quais você pode participar para aumentar a visibilidade das suas mercadorias;
- cupons de desconto exclusivos que podem ser oferecidos aos compradores, estimulando ainda mais as vendas.
Tudo isso se torna um poderoso conjunto para aumentar as vendas online. Está pronto? Veja nossas dicas para ter bons resultados:
O Bling vai ajudar a vender na Shein

Perguntas frequentes sobre como ganhar dinheiro na Shein
Como se tornar vendedor na Shein?
Para se tornar um vendedor da Shein, é necessário se cadastrar na plataforma, com CNPJ ou CPF e então registrar seus produtos. Fique atento aos critérios usados pela plataforma para aceitar vendedores novos, como faturamento atual e volume de itens em estoque.
Quem pode vender na Shein?
Todo mundo pode vender na Shein desde que tenha um CPF ou CNPJ, sendo o segundo o mais recomendado, tanto para aproveitar os benefícios que o canal oferece quanto para provar sua movimentação financeira, usada como critério para aprovação de vendedores. Logo, o canal é ideal para lojistas com mais experiência.
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E aí? Decidiu se a venda no marketplace da Shein é uma boa ideia para você?
Lembre-se de que a gestão dos canais de venda é tão importante quanto a sua criação . Afinal, é isso o que garante a eficiência dos processos e promove uma experiência do cliente.
Uma boa gestão de e-commerce e de vendas em marketplace facilita a atualização do estoque, a notificação de estoque mínimo, o acompanhamento das contas a pagar e a receber, fluxo de caixa, registro de clientes e mais.
E se você faz vendas em mais de um canal de varejo, centralizar as informações é uma etapa indispensável para escalar seus resultados, gerar economia e garantir que as informações estejam integradas.
Além disso, torna a gestão mais fácil, uma vez que pode controlar todos os canais de venda, usando uma única ferramenta.
Em outras palavras, você não vai precisar entrar em cada canal usado para comercializar seus produtos, ao contrário terá tudo o que precisa em um único sistema: o ERP para integrar e-commerce e marketplace.
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