A reputação se tornou o “ouro” na era da IA, é o fim do marketing de fachada
A NRF 2026 entregou um recado duro para quem insiste em viver de “futurologia”: o futuro, na prática, acabou. O varejo agora se resume à execução em tempo real. Se até ontem discutíamos a potencial transformação da inteligência artificial no setor, hoje a vemos comprimindo ciclos de inovação de anos para meras semanas.
No meio desse turbilhão de termos como agentes autônomos e clientes sintéticos, um pilar emergiu, incontestável, como o ativo estratégico mais valioso de qualquer marca: a reputação digital.
1. Do logo ao “trust score”: o advento do agentic commerce
Um dos conceitos mais quentes em Nova York este ano foi o agentic commerce. A lógica é simples e disruptiva: seu próximo cliente pode não ser um humano, mas o robô enviado por ele. O consumidor só define critérios – “presente até R$ 200, entrega em 2 dias”, por exemplo -, e o agente de IA assume: pesquisa, compara e finaliza a compra sem qualquer intervenção humana.
Nesse jogo, a marca deixa de ser apenas um logo atraente para se converter em um score de confiança técnico e totalmente mensurável. A IA não se deixa seduzir por campanhas publicitárias emocionais; ela consome dados crus e objetivos: avaliações, índices de devolução, tempos de entrega e menções sociais. Se a sua marca não sustenta uma reputação sólida e inequivocamente verificável, ela será, simplesmente, invisível para os algoritmos de compra.
2. A anatomia da reputação: como construir confiança para a IA
Ao contrário de um humano, que pode ser influenciado pela estética, o agente de IA “lê” a reputação a partir de quatro dimensões técnicas que o varejista precisa dominar a partir de agora:
– Volume e recência (freshness): para um algoritmo, uma avaliação de seis meses é um dado irrelevante, morto. Dados da Harmo mostram: 27% dos consumidores (e 100% dos algoritmos de busca local) priorizam o que aconteceu nos últimos sete dias. Construir reputação para a IA exige metas diárias de coleta. Se a loja abriu, é obrigatório gerar novos sinais de vida digital.
– Análise de sentimento e semântica: os modelos de linguagem (LLMs) vão muito além da nota 5 estrelas. Eles dissecam o texto das avaliações em busca de palavras-chave contextuais. Se o cliente reforça “entrega rápida” e “produto de qualidade”, a IA associa esses atributos diretamente à marca. Responder a essas avaliações usando termos estratégicos é, em essência, “ensinar” a IA sobre a sua excelência.
– Consistência de dados (NAP – Name, Address, Phone): a IA é um mestre em cruzar informações. Se o horário de funcionamento no Google Perfil de Empresas está diferente do site oficial, o score de confiança desaba. A reputação, para o algoritmo, começa na integridade absoluta dos dados básicos de cada unidade física.
– Taxa de resposta e engajamento: o algoritmo interpreta a interação como sinal de uma operação ativa e saudável. Empresas que ignoram avaliações sinalizam um risco operacional óbvio para a IA. Responder com agilidade e personalização é, hoje, um fator crítico de ranqueamento, conforme o Whitespark 2026.
3. O algoritmo “humano” e a realidade brasileira
No Brasil, essa tendência ganha uma camada ainda mais crítica. Somos o país campeão em buscas locais, com 60% do volume diário do Google exibindo intenção de compra na vizinhança. O relatório Whitespark 2026 confirma: o Google agora prioriza os “sinais humanos” no lugar de apenas sinais técnicos.
O Google avalia as lojas como se fosse um consumidor, dando peso máximo à recência, à frequência e ao sentimento genuíno das avaliações. Experiência não é mais um diferencial; experiência virou aquisição. Na jornada online-to-ofline, a reputação é a única coisa que garante que o clique no mapa se concretize em um passo dentro da loja.
4. Da cultura do teste à era da simulação
Outro insight que define a NRF 2026 é a migração da “cultura do teste” para a era da simulação. Com o uso de clientes sintéticos – gêmeos digitais alimentados por dados reais de comportamento e histórico -, empresas podem simular milhares de cenários antes de investir sequer um centavo no mundo real.
Essa mudança permite que o varejista erre mil vezes no ambiente virtual para acertar de primeira na operação real. Podemos prever qual desconto maximiza a conversão sem detonar a margem, ou como diferentes segmentos reagiriam a uma nova jornada de compra. A simulação reduz drasticamente o custo de validação de hipóteses, mas só funciona se a sua base de dados – suas avaliações e feedbacks – for autêntica e robusta.
5. O novo papel do varejista: de general a advisor
A tecnologia, no entanto, não está aqui para substituir o humano; ela o reposiciona. O case do JP Morgan na NRF sugere que a IA será o “general” que executa as batalhas operacionais (precificação dinâmica, gestão de estoque, triagem de e-mails), enquanto o líder humano precisa ser o advisor (conselheiro estratégico).
O valor migrou da capacidade de execução para a capacidade de ensinar a máquina a executar com a excelência dos seus melhores talentos. O seu maior ativo de treinamento para a IA é, e sempre será, a voz do seu cliente capturada em escala.
Conclusão: a melhor estratégia de marketing é ser excelente
A “verdade incômoda” revelada nessa NRF é definitiva: não há mais como “hackear” a reputação com marketing superficial. No futuro – que já começou -, a única estratégia de crescimento que importa é ser, genuinamente, excelente em cada ponto de contato.
Se a sua empresa opera sem dados unificados em tempo real e não gerencia ativamente suas avaliações, está voando às cegas. Em um mundo onde robôs já estão tomando as decisões por nós, a transparência e a prova social são as únicas moedas que compram a passagem para a próxima etapa da jornada de compra.
A sua marca na era pós-redes sociais
Bem-vindos à era pós-redes sociais. Um período em que o social cede espaço ao entretenimento. Quem acompanhou o surgimento e a consolidação das redes sociais chegou até aqui acreditando em uma lógica simples: quanto mais seguidores, maior o alcance. Quanto maior o alcance, mais vendas.
Acontece que agora essa lógica morreu. Aliás, ela veio sendo desconstruída silenciosamente pelas plataformas, até o momento em que se tornou impossível ignorar.
A especialista em redes sociais Rachel Karten chama esse fenômeno de era pós-social: um cenário em que as redes continuam existindo, mas já não funcionam mais como redes sociais, não no sentido original e literal da palavra.
O fim do social
Durante décadas, a comunicação seguiu um modelo claro: mídia de massa. Rádio, televisão, jornal, os grandes veículos funcionavam como canais de distribuição controlados. Uma mensagem, uma campanha, amplificada para milhões de pessoas ao mesmo tempo.
Esse modelo funcionava, mas era unilateral.
As redes sociais surgiram prometendo quebrar essa lógica. Elas trouxeram a ideia de conversa, proximidade, diálogo. De repente, as marcas podiam falar diretamente com as pessoas. O alcance parecia mais democrático. A rede social parecia, de fato, social.
Só que esse modelo não se sustentou.
Com o tempo, as plataformas perceberam que entregar tudo para todos não era eficiente – nem para o negócio delas, nem para o usuário. O feed cronológico perdeu espaço. O algoritmo entrou em cena. A lógica de recomendação substituiu a lógica de relacionamento.
O resultado? O modelo “social” como conhecíamos fracassou.
A era pós-redes sociais é um período em que o conteúdo já não é distribuído com base em quem te segue, mas sim em quanto tempo de atenção ele consegue reter.
O que estamos vendo, na prática, é um retorno ao passado, à comunicação de massa, só que com novas regras. Não é mais o editor da TV que decide o que vai ao ar. É o algoritmo. Não é mais a grade de programação fixa. É o feed infinito.
A ironia é clara: depois de prometerem proximidade, as redes voltaram a funcionar como mídia de massa. A diferença é que agora a competição não é por espaço na programação, mas por atenção em tempo real. E isso muda tudo.
A nova era
Para marcas e e-commerces, o desafio não é mais apenas “estar presente nas redes”, mas entender que o jogo voltou a ser de distribuição, repetição e familiaridade, exatamente como sempre foi na mídia.
A pergunta, portanto, não é: as redes sociais morreram? Não, elas não morreram. Elas mudaram de papel.
O social deixou de ser o sobre relacionamento. Virou também palco, entretenimento.
Cada post agora é um teste de resistência, mediado por algoritmos baseados em tempo de atenção e engajamento. O conteúdo escala ou afunda de acordo com esse desempenho.
Isso explica por que postar parece mais difícil, por que o alcance oscila sem lógica aparente e por que conteúdos “bons” morrem rápido
Não seu conteúdo que piorou. É o ambiente que mudou.
Sua concorrência não é mais quem vende o mesmo que você, é qualquer marca ou criador que capture mais atenção do que você.
Como disse Derek Thompson, “tudo é televisão”. As plataformas agora funcionam como programação, têm grade, episódios, formatos reconhecíveis. Não por acaso, vemos marcas apostando em quadros fixos, personagens recorrentes, séries e narrativas contínuas. A familiaridade passou a ser um ativo poderoso. O algoritmo favorece o que ele entende, e o público também.
Criando novas conexões
Se o feed hoje funciona muito mais como um espaço de descoberta, a pergunta inevitável é: onde acontece a conexão real? A resposta é simples fora dele.
É exatamente por isso que estamos vendo o crescimento de newsletters, comunidades fechadas, grupos, eventos presenciais e canais diretos. Esses espaços voltaram a ganhar relevância porque oferecem algo que o feed já não entrega com consistência: profundidade de relação.
A dinâmica lembra bastante a era dos blogs dos anos 2010. Menos alcance, mais profundidade. Menos volume, mais vínculo. Um modelo que não depende de viralização constante, mas de interesse genuíno.
O feed, hoje, cumpre outro papel. Ele chama atenção. Coloca a marca no radar. Abre a porta. A relação, no entanto, se constrói em outro lugar.
Novos modelos de postagem
Quando o feed deixa de ser um espaço garantido de distribuição e passa a funcionar como um sistema de recomendação, as marcas precisam se adaptar. E o que estamos vendo, na prática, é o surgimento de novos modelos de postagem
1. O modelo do volume estratégico
Algumas marcas optaram por aumentar a frequência de postagem, mas não por desespero. A lógica aqui é simples: se cada post é um teste, mais testes aumentam a chance de escala.
2. O modelo de séries e formatos recorrentes
Outro movimento claro é o crescimento de conteúdos seriados. Marcas estão criando quadros fixos, formatos reconhecíveis e narrativas contínuas.
Nesse modelo, o conteúdo deixa de ser um post isolado e passa a funcionar como um “episódio”. A marca não depende de um único pico de alcance, mas constrói presença de forma cumulativa.
3. O modelo híbrido: rotina + picos de campanha
Há também marcas que combinam conteúdos recorrentes com momentos estratégicos de campanha. Elas mantêm uma base constante, que sustenta o relacionamento, e usam lançamentos, ações comerciais ou colaborações para gerar picos de atenção.
Aqui, o feed não é apenas entretenimento nem apenas vitrine. Ele é orquestrado.
Independentemente do modelo escolhido, há algo que todas essas marcas entenderam: o feed não é mais sobre seguidores, é sobre sistema. Sistema de distribuição, repetição, reconhecimento e atenção.
A verdade é que não existe um caminho certo. Existe o caminho que faz sentido para a estrutura, o produto e o momento da marca.
Mais do que perguntar o que postar, o e-commerce precisa decidir como quer existir no feed.
Na era pós-redes sociais, postar não é mais um ato isolado. É uma decisão estratégica.
Transformação digital é a principal estratégia de sobrevivência para PMEs
Durante muito tempo, a transformação digital foi tratada como um território exclusivo das grandes corporações. Projetos caros, ciclos longos de implementação e equipes altamente especializadas alimentaram a percepção de que inovar era sinônimo de alto investimento. Essa narrativa, no entanto, já não se sustenta. Em um cenário marcado por mudanças aceleradas, concorrência ampliada e consumidores cada vez mais exigentes, são justamente as pequenas e médias empresas que mais dependem da inovação para manter relevância, competitividade e sustentabilidade.
Por que a inovação digital é estratégica para as PMES
Essa virada acontece porque a transformação digital passou a ocupar um papel estratégico. Não se trata de adotar ferramentas por modismo, mas de repensar a forma como o negócio opera, se comunica e entrega valor ao cliente. Para as PMEs, inovar começa com uma mudança de mentalidade: sair do improviso, abandonar decisões baseadas apenas na intuição e estruturar processos orientados por dados, objetivos claros e foco no cliente. A tecnologia entra como meio, não como fim, e é justamente por isso que um dos maiores equívocos cometidos por pequenas e médias empresas é associar inovação a grandes orçamentos.
Na prática, os ganhos mais relevantes costumam surgir de ações simples e bem direcionadas, como automatizar tarefas operacionais, organizar informações comerciais, acompanhar indicadores de desempenho e melhorar a comunicação com clientes – movimentos capazes de já gerar saltos expressivos de produtividade. Esse impacto não é apenas teórico. Um estudo da McKinsey aponta que empresas que adotam automação em suas operações podem aumentar a produtividade em até 45% ao longo de cinco anos, evidenciando que eficiência está muito mais ligada a decisões estratégicas do que ao tamanho do investimento.
Além disso, ferramentas que antes eram inacessíveis, como CRMs, plataformas de automação de marketing, soluções de análise de dados e aplicações de inteligência artificial, hoje estão ao alcance de negócios de todos os portes, tornando-as mais intuitivas, escaláveis e financeiramente viáveis. A própria adoção da IA pelas PMEs brasileiras reflete esse movimento. Segundo a pesquisa “Futuro das Empresas: o impacto da Inteligência Artificial nas PMEs”, realizada pela HostGator, 61,41% dos empresários brasileiros já utilizam inteligência artificial em suas operações, e 46% afirmam que essa tecnologia faz parte da rotina do negócio. Mais do que uma tendência emergente, a IA já se consolida como uma ferramenta prática de gestão.
Como marketing e digitalização impulsionam crescimento sustentável
O levantamento também revela uma percepção amplamente positiva sobre o impacto da tecnologia. Entre os entrevistados, 68,34% acreditam que a inteligência artificial ajudará as PMEs a crescer e se tornar mais competitivas nos próximos cinco anos, enquanto 91,63% confiam em seu potencial para melhorar a eficiência operacional. Esses dados reforçam que a transformação digital passou a ser um caminho concreto para ganhos de escala, produtividade e tomada de decisão mais qualificada.
No marketing, essa transformação é ainda mais evidente. Estar presente no digital já não é suficiente, porque publicar conteúdos sem estratégia ou investir em mídia sem análise de resultados tende a gerar desperdício de recursos e frustração. A inovação, nesse contexto, passa pelo uso inteligente de dados, pela personalização da comunicação e pela integração entre canais digitais e físicos. Quando o marketing é pensado como parte do modelo de negócio, ele deixa de ser custo e se transforma em alavanca de crescimento.
A automação de processos internos reduz erros, aumenta a velocidade das entregas e libera tempo das equipes para atividades estratégicas, como inovação, relacionamento com clientes e desenvolvimento de novos produtos ou serviços. Ao mesmo tempo, a digitalização favorece uma gestão mais profissional, baseada em métricas claras, indicadores de desempenho e acompanhamento contínuo dos resultados, elementos essenciais para a longevidade das PMEs.
Diante disso, a grande vantagem competitiva das pequenas e médias empresas é a agilidade. Estruturas mais enxutas e menos burocráticas permitem testar soluções, ajustar estratégias e implementar melhorias com rapidez. Quando essa agilidade é combinada com visão estratégica, tecnologia adequada e entendimento profundo do mercado, o potencial de crescimento se multiplica. As PMEs deixam de apenas reagir às mudanças e passam a moldar suas próprias oportunidades.
No fim, transformação digital não é sobre seguir tendências, mas sobre usar a inovação de forma inteligente para gerar valor real. Empresas que compreendem essa lógica deixam de competir apenas por preço e passam a disputar espaço por diferenciação, experiência e relevância. Em um mercado cada vez mais conectado e dinâmico, a inovação deixa de ser uma escolha e se torna a condição para que as PMEs não apenas sobrevivam, mas se destaquem e cresçam de forma consistente.
TikTok assume liderança de downloads no Brasil
O TikTok retomou em novembro a primeira posição no ranking mensal de downloads no Brasil, após dez meses fora do topo. Segundo dados da AppMagic compilados pelo Mobile Time, o app registrou 4,6 milhões de instalações somando Android e iOS, consolidando-se novamente como o mais baixado no país.

A última vez que o TikTok havia ocupado o primeiro lugar foi em janeiro de 2025. Desde então, ChatGPT e Temu se alternaram na liderança, com exceção de outubro, quando o Gemini assumiu o topo. O resultado de novembro marca a recuperação do aplicativo da ByteDance em um cenário cada vez mais competitivo.
Ascensão de Block Blast!, Shein e Seekee
Entre os dez mais instalados, o avanço de Block Blast! chamou atenção. O jogo subiu 21 posições e terminou novembro como o terceiro app mais baixado. Na mesma lista, Shein também teve destaque ao saltar da 16ª para a 8ª colocação, enquanto o buscador com IA Seekee avançou da 17ª para a 10ª.
Na direção oposta, dois jogos que estavam no top 10 em outubro deixaram a lista: Level Devil – not a troll e X-clash Challenger.
Após estrear entre os dez mais baixados no mês anterior, o Perplexity ficou fora do ranking em novembro. Seu volume de instalações caiu 54%, passando de 3,5 milhões em outubro para 1,6 milhão. Com a retração, o app de IA generativa encerrou o mês na 20ª posição no Brasil.
Qual a participação dos dispositivos nos acessos ao ecommerce?
Em Fevereiro, 75% dos acessos a e-commerce foram feitos a partir de celular.
Em Março, +75% dos acessos a e-commerce foram feitos a partir de celulares.
Trata-se de uma tendência cada vez mais forte, especialmente com a expansão da internet rápida e móvel para todos os brasileiros.
Por outro lado, cerca de 25% dos acessos a sites de e-commerce continuam
sendo feitos por desktops. Tablets têm baixa participação e são agrupados nos dados de celular/mobile.
Os acessos de aplicativo contabilizam somente aparelhos com sistema operacionalAndroid.
Black Friday faz e-commerce registrar melhor tráfego de 2023
Como era esperado, a Black Friday fez o e-commerce brasileiro atingir seu melhor tráfego de 2023: foram 2,8 bilhões de acessos únicos, o que representou uma alta de 13,1% em comparação a outubro e que bateu, por 1%, o antigo desempenho mais relevante do ano, de janeiro, quando 2,77 bilhões de visitas foram registradas.
Os marketplaces, que correspondem a quase metade do resultado total do e-commerce do país, tiveram um incremento de 11,1% nos seus acessos em comparação a outubro. Mais do que isso: as 1,21 bilhão de visitas em novembro foram o melhor resultado do setor desde dezembro de 2022 e o dado mais alto deste ano (0,2% melhor do que janeiro).
As plataformas também surfaram na Black Friday, oferecendo descontos e condições especiais de pagamento para atraírem mais consumidores. O Mercado Livre cresceu 7% em tráfego, batendo a casa dos 364 milhões de acessos. A Amazon Brasil, melhor do que isso, teve alta de 12,5%, enquanto a Shopee melhorou seu patamar em 6,9%.
A Magalu, porém, teve a taxa mais expressiva: 20% de alta entre novembro e outubro, passando de cerca de 121 milhões de acessos para 146,2 milhões.
https://www.instagram.com/p/C1ajXbcrXf2/?igsh=MXZsbzU4M3RkMnZoYQ==
Como está participação na buscas no setor de Educação, Livros & Papelaria?
No setor Educação, Livros & Papelaria, o líder em Share of Search é Kalunga com 16,4%, no 2° lugar está Gran Cursos Online (12,6%), seguida de Udemy (8,4%).
Share of Search
Essa métrica refere-se à participação nas buscas que uma marca possui dentro da sua categoria. Este dado prediz o market share
Dia da Mulher impulsiona e-commerce brasileiro após quatro meses de baixa
Em meio à discussão sobre tributação, asiáticas se consolidam entre marcas mais visitadas no país
A primeira data comemorativa de peso do ano – o Dia da Mulher, no começo
de março – impactou positivamente o tráfego das plataformas de
e-commerce brasileiro.
Depois de uma queda de quase 15% em fevereiro, o número de acessos subiu 8% no mês seguinte, alcançando 2,31 bilhões de visitas únicas, segundo o Relatório Setores do E-commerce da Conversion.
Foi a primeira alta no tráfego do comércio eletrônico do país em quatro
meses – puxada principalmente pelos acessos via web (9,2%).
Diego Ivo, CEO da Conversion, acredita que só a ocasião da data sazonal não
explica o desempenho de março. Para ele, entra nessa conta o próprio
contexto econômico do país e a situação financeira das famílias nessa
época do ano.
“As dívidas contraídas no fim de 2022, com as compras de Natal, estão
sendo liquidadas agora. Com isso, as pessoas estão voltando a reunir
condições para consumir bens não essenciais ou mesmo para presentear
alguém novamente”, aponta ele.
“Sem contar que, após os primeiros meses de incertezas econômicas, o
quadro parece estar mais bem desenhado, com a inflação em queda e, por
isso mesmo, um aumento tímido do poder de compra”.
O impacto do Dia da Mulher se vê melhor pelos setores mais acessados em
março: o de Presentes e Flores registrou o melhor desempenho, subindo
17%. Além dele, o de Jóias e Relógios também cresceu significativamente
(13,3%).
Ambos estão diretamente ligados a presentes costumeiramente dados na
data.
Já o setor mais relevante do e-commerce, o de marketplaces, que engloba
desde grandes redes de varejo até pequenos lojistas inseridos no mercado
online, cresceu 9% no mês, atingindo 989,5 milhões de visitas – um
aumento que também pode ser analisado a partir dos presentes
procurados para o 8 de Março.
A melhora no mês foi tão significativa, na verdade, que somente um único
setor analisado na pesquisa perdeu acessos: o de produtos para pets,
que caiu sutilmente em 1,3%.
“São dados que reforçam a nossa interpretação da relevância das datas
comemorativas para o mercado como um todo. Nossos dados antecipam
o cenário de vendas dentro da sazonalidade do consumo”, observa Ivo,
lembrando que as buscas no Google geralmente antecedem o momento da
compra dos produtos.
Principais benefícios de SEO para E-commerce
Após o canal direto (46,7%), a busca orgânica é o canal de tráfego mais importante do e-commerce brasileiro, com 24,5% da audiência.
SEO é uma estratégia que ajuda a sua loja a conquistar a confiança do seu
público, atrai tráfego qualificado e gratuito e, ainda, coloca o seu e-commerce à frente dos seus concorrentes quando o assunto é autoridade de marca.
● Os brasileiros confiam 77% mais em busca orgânica do que em links
patrocinados, conforme estudo da Conversion.
● Uma pesquisa do Hubspot, atualizada em 2020, afirma que cerca de
75% dos usuários que fazem pesquisas no Google não chegam até a
segunda página de resultados.
● Segundo dados da plataforma Net Market Share, o Google recebeu, em
2020, 93,89% de todas as visitas mobile feitas a buscadores em todo o
mundo!
● Números da Pesquisa Consumidor Digital 2020, da Conversion,
mostram que 62,5% das pessoas que compram online fazem alguma
pesquisa no Google sobre marcas ou produtos em que possuem
interesse.
Ranking e Market Share do E-commerce no Brasil (calculados a partir da audiência em sites e apps)
Apenas 10 das maiores lojas do Brasil detêm 50,5% de toda a audiência do
e-commerce no Brasil; o líder Mercado Livre tem 14,8% de share, enquanto
Amazon Brasil tem 7,9% e Shopee tem 6,3%.
ASIÁTICAS SE SOLIDIFICAM ENTRE MAIS ACESSADAS
Como não poderia deixar de ser, o desempenho positivo de março afetou o
tráfego das marcas. O Mercado Livre permanece na ponta, somando quase
o dobro de visitas únicas do segundo lugar, a Amazon Brasil.
Em março, a plataforma argentina cresceu 8%, chegando a 340 milhões de
acessos. A Amazon, por sua vez, cresceu 13,7%, enquanto a Shopee teve uma alta mais tímida, de 4%.
As plataformas asiáticas, aliás, ganham tráfego mês a mês. Hoje, além da
Shopee, a AliExpress já se consolidou na quinta colocação entre as mais
visitadas, subindo seus acessos em 14% no mês passado.
Com 82,2 milhões de visitas, ela vê a chinesa Shein se aproximar, com 75,9
milhões (ocupa a sexta posição).
Esses dados são ainda mais relevantes considerando que, a partir de agora,
essas plataformas não terão mais o benefício da isenção fiscal em
compras abaixo de US$ 50 entre pessoas físicas. Em outras palavras, a
imensa maioria das compras feitas nesses e-commerces será tributada.
O anúncio da medida gerou um amplo debate sobre a atuação dos sites
asiáticos no mercado brasileiro. Pesquisas recentes mostram que a principal vantagem delas, hoje, é justamente o preço mais baixo dos itens
disponíveis.
No Share of Search, por fim, a Amazon retomou a ponta da lista geral,
reunindo 49% das buscas do setor de marketplaces no Google e seguiu como
o melhor desempenho geral.
Ela é seguida pela Stanley, de Presentes e Flores (42%), e a Loja do Mecânico, de Ferramentas e Acessórios (40%).
