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Arquivos por mês 17 de fevereiro de 2026

2026 – A evolução do marketplace! Por que os verticais estão crescendo mais rápido?

Durante anos, o modelo de marketplace generalista dominou o comércio digital. A lógica era simples: quanto mais categorias, mais sellers, mais audiência e, consequentemente, mais escala. Esse modelo foi fundamental para a digitalização do consumo e para a consolidação do e-commerce como o conhecemos hoje. Mas, à medida que o mercado amadurece, uma pergunta começa a ganhar força: em 2026, ainda haverá espaço para marketplaces que tentam ser tudo para todos?

Os números e o comportamento do mercado indicam uma mudança clara de direção. Marketplaces verticais, ou seja, focados em nichos específicos, segmentos bem definidos ou cadeias produtivas especializadas, estão crescendo mais rápido, com margens melhores e maior fidelização. E isso não é coincidência.

Especialização como vantagem competitiva

Esse movimento tem acontecido e ganhado força porque o consumidor mudou (e muito) nos últimos anos, forçando a mudança de postura, entregas, jornada de compras e experiência por parte das grandes plataformas.

Ao fazermos uma análise rápida, o principal ativo dos grandes marketplaces generalistas sempre foi a escala. No entanto, a escala por si só já não garante diferenciação. Em plataformas muito amplas, a competição por preço se intensifica, a experiência do usuário se fragmenta e o valor percebido diminui.

Já os marketplaces verticais constroem relevância. Eles entendem profundamente as dores, as regras, os ciclos de compra e as particularidades de um setor específico. Isso se traduz em curadoria mais eficiente, linguagem adequada, serviços especializados e uma experiência muito mais aderente às expectativas do cliente.

O papel da inteligência e confiança no comércio digital

Em mercados cada vez mais complexos, como o que vivemos atualmente, o consumidor busca mais do que conveniência. Ele busca confiança, e ela nasce da especialização. Por isso que marketplaces verticais se posicionam como autoridade em seus segmentos. Eles conhecem as normas, certificações, padrões técnicos, sazonalidades e riscos envolvidos em cada tipo de compra. Isso reduz incertezas, encurta o ciclo de decisão e aumenta o ticket médio.

Outro fator decisivo é a qualidade da inteligência de mercado gerada. Em plataformas generalistas, os dados são amplos, mas muitas vezes superficiais e raros. Nos verticais, os dados são mais profundos, contextualizados e diretamente conectados à tomada de decisão.

Esse nível de detalhe permite prever demanda com mais precisão, identificar tendências específicas de um setor, apoiar inovação de produtos e oferecer insights estratégicos reais aos sellers e parceiros. Para empresas que operam nesses ecossistemas, essa inteligência é tão valiosa quanto o próprio canal de vendas.

Por fim, falar em “fim” dos marketplaces generalistas talvez seja um exagero. Eles continuarão relevantes, especialmente em compras de conveniência e alto giro. Mas o crescimento acelerado, a inovação e o maior valor estratégico estão migrando para os verticais. Por isso, a máxima de 2026 é entender que, no mundo digital atual, relevância vence volume.

Transformação digital é a principal estratégia de sobrevivência para PMEs

Durante muito tempo, a transformação digital foi tratada como um território exclusivo das grandes corporações. Projetos caros, ciclos longos de implementação e equipes altamente especializadas alimentaram a percepção de que inovar era sinônimo de alto investimento. Essa narrativa, no entanto, já não se sustenta. Em um cenário marcado por mudanças aceleradas, concorrência ampliada e consumidores cada vez mais exigentes, são justamente as pequenas e médias empresas que mais dependem da inovação para manter relevância, competitividade e sustentabilidade.

Por que a inovação digital é estratégica para as PMES

Essa virada acontece porque a transformação digital passou a ocupar um papel estratégico. Não se trata de adotar ferramentas por modismo, mas de repensar a forma como o negócio opera, se comunica e entrega valor ao cliente. Para as PMEs, inovar começa com uma mudança de mentalidade: sair do improviso, abandonar decisões baseadas apenas na intuição e estruturar processos orientados por dados, objetivos claros e foco no cliente. A tecnologia entra como meio, não como fim, e é justamente por isso que um dos maiores equívocos cometidos por pequenas e médias empresas é associar inovação a grandes orçamentos.

Na prática, os ganhos mais relevantes costumam surgir de ações simples e bem direcionadas, como automatizar tarefas operacionais, organizar informações comerciais, acompanhar indicadores de desempenho e melhorar a comunicação com clientes – movimentos capazes de já gerar saltos expressivos de produtividade. Esse impacto não é apenas teórico. Um estudo da McKinsey aponta que empresas que adotam automação em suas operações podem aumentar a produtividade em até 45% ao longo de cinco anos, evidenciando que eficiência está muito mais ligada a decisões estratégicas do que ao tamanho do investimento.

Além disso, ferramentas que antes eram inacessíveis, como CRMs, plataformas de automação de marketing, soluções de análise de dados e aplicações de inteligência artificial, hoje estão ao alcance de negócios de todos os portes, tornando-as mais intuitivas, escaláveis e financeiramente viáveis. A própria adoção da IA pelas PMEs brasileiras reflete esse movimento. Segundo a pesquisa “Futuro das Empresas: o impacto da Inteligência Artificial nas PMEs”, realizada pela HostGator, 61,41% dos empresários brasileiros já utilizam inteligência artificial em suas operações, e 46% afirmam que essa tecnologia faz parte da rotina do negócio. Mais do que uma tendência emergente, a IA já se consolida como uma ferramenta prática de gestão.

Como marketing e digitalização impulsionam crescimento sustentável

O levantamento também revela uma percepção amplamente positiva sobre o impacto da tecnologia. Entre os entrevistados, 68,34% acreditam que a inteligência artificial ajudará as PMEs a crescer e se tornar mais competitivas nos próximos cinco anos, enquanto 91,63% confiam em seu potencial para melhorar a eficiência operacional. Esses dados reforçam que a transformação digital passou a ser um caminho concreto para ganhos de escala, produtividade e tomada de decisão mais qualificada.

No marketing, essa transformação é ainda mais evidente. Estar presente no digital já não é suficiente, porque publicar conteúdos sem estratégia ou investir em mídia sem análise de resultados tende a gerar desperdício de recursos e frustração. A inovação, nesse contexto, passa pelo uso inteligente de dados, pela personalização da comunicação e pela integração entre canais digitais e físicos. Quando o marketing é pensado como parte do modelo de negócio, ele deixa de ser custo e se transforma em alavanca de crescimento.

A automação de processos internos reduz erros, aumenta a velocidade das entregas e libera tempo das equipes para atividades estratégicas, como inovação, relacionamento com clientes e desenvolvimento de novos produtos ou serviços. Ao mesmo tempo, a digitalização favorece uma gestão mais profissional, baseada em métricas claras, indicadores de desempenho e acompanhamento contínuo dos resultados, elementos essenciais para a longevidade das PMEs.

Diante disso, a grande vantagem competitiva das pequenas e médias empresas é a agilidade. Estruturas mais enxutas e menos burocráticas permitem testar soluções, ajustar estratégias e implementar melhorias com rapidez. Quando essa agilidade é combinada com visão estratégica, tecnologia adequada e entendimento profundo do mercado, o potencial de crescimento se multiplica. As PMEs deixam de apenas reagir às mudanças e passam a moldar suas próprias oportunidades.

No fim, transformação digital não é sobre seguir tendências, mas sobre usar a inovação de forma inteligente para gerar valor real. Empresas que compreendem essa lógica deixam de competir apenas por preço e passam a disputar espaço por diferenciação, experiência e relevância. Em um mercado cada vez mais conectado e dinâmico, a inovação deixa de ser uma escolha e se torna a condição para que as PMEs não apenas sobrevivam, mas se destaquem e cresçam de forma consistente.

TikTok assume liderança de downloads no Brasil

TikTok retomou em novembro a primeira posição no ranking mensal de downloads no Brasil, após dez meses fora do topo. Segundo dados da AppMagic compilados pelo Mobile Time, o app registrou 4,6 milhões de instalações somando Android e iOS, consolidando-se novamente como o mais baixado no país.

(Imagem: reprodução)

A última vez que o TikTok havia ocupado o primeiro lugar foi em janeiro de 2025. Desde então, ChatGPT e Temu se alternaram na liderança, com exceção de outubro, quando o Gemini assumiu o topo. O resultado de novembro marca a recuperação do aplicativo da ByteDance em um cenário cada vez mais competitivo.

Ascensão de Block Blast!, Shein e Seekee

Entre os dez mais instalados, o avanço de Block Blast! chamou atenção. O jogo subiu 21 posições e terminou novembro como o terceiro app mais baixado. Na mesma lista, Shein também teve destaque ao saltar da 16ª para a 8ª colocação, enquanto o buscador com IA Seekee avançou da 17ª para a 10ª.

Na direção oposta, dois jogos que estavam no top 10 em outubro deixaram a lista: Level Devil – not a troll e X-clash Challenger.

Após estrear entre os dez mais baixados no mês anterior, o Perplexity ficou fora do ranking em novembro. Seu volume de instalações caiu 54%, passando de 3,5 milhões em outubro para 1,6 milhão. Com a retração, o app de IA generativa encerrou o mês na 20ª posição no Brasil.

Declaração de Conteúdo Eletrônica passa a valer em abril – Veja o que muda

O prazo de prorrogação da Declaração de Conteúdo Eletrônica (DC-e) concedido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), encerra em menos de um mês e deve alterar a rotina do comércio eletrônico. O documento digital substitui a antiga declaração em papel e amplia o controle do Fisco sobre operações não comerciais realizadas por pessoas físicas e empresas não contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS.

Trabalhador dos correios com scanner leitura de código de barras pacote no balcão dentro de casa, close-up
(Imagem: Reprodução)

Anunciada em 22 de setembro de 2025, a mudança foi prorrogada para 06 de abril de 2026. O prazo anterior era 1º de outubro de 2025. A prorrogação dá fôlego para que lojistas, transportadoras e desenvolvedores de sistemas adaptem seus processos.

Nelson Beltrame, professor da FIA Business School, recomenda que os lojistas organizem suas bases de dados de forma que possam agilmente emitir este documento que será obrigatório a partir do início de abril. A dica é “desenvolver arquivos contendo a descrição dos produtos a serem remetidos e seus respectivos NCMs (Norma Comum do Mercosul)”, ressalta.

O que muda na prática

A DC-e é um documento 100% eletrônico e deve ser emitida antes do início do transporte, sempre que a mercadoria for enviada pelos Correios ou por outras transportadoras e não houver exigência de nota fiscal eletrônica, a NF-e, ou nota fiscal de serviços eletrônica, a NFS-e.

A emissão pode ser feita por aplicativo do Fisco, sistemas próprios, marketplaces ou pelas próprias transportadoras. Depois de autorizada, a DC-e não pode ser alterada. Se houver erro, o cancelamento precisa ocorrer dentro do prazo previsto na regulamentação.

Com o novo modelo, o Fisco passa a acompanhar as movimentações em tempo real, o que aumenta a rastreabilidade e reduz brechas para irregularidades em operações sem nota fiscal.

A Declaração Auxiliar de Conteúdo Eletrônica, a DACE, funciona apenas como apoio. Ela pode ser apresentada em formato impresso ou digital durante fiscalizações em trânsito, mas não substitui a DC-e.

Impacto para PMEs e vendedores ocasionais

A obrigatoriedade vale para pessoas físicas e pessoas jurídicas não contribuintes do ICMS que realizam transporte de mercadorias sem documento fiscal. Não podem emitir DC-e empresas que atuam de forma habitual ou em volume que caracterize atividade comercial sujeita ao imposto estadual.

Segundo ele, o efeito tende a ser mais sentido pelas pequenas e médias empresas. “em termos práticos obrigará as PMEs a desenvolver um controle mais formal sobre suas operações. Até então as mesmas poderiam operar com controles manuais e que agora necessitarão de um maior rigor no tocante a seu conteúdo.”

Antes da DC-e, comerciantes podiam circular com mercadorias com menor nível de registro contábil. A partir da vigência da regra, esse cenário muda. “A principal diferença que isto trará para os negócios será um maior nível de controle e formalização de seus atos e ações”, finaliza.